20 de abril de 2013

Celeste & Jesse Forever | Celeste e Jesse Para Sempre (2012)


Numa altura em que as comédias românticas tentam reinventar-se, de vez em quando vamos encontrando algumas pérolas pelo meio, como é o caso desta história anti-amorosa, com Rashida Jones (Parks & Recreation) e Adam Samberg (Saturday Night Live).

Celeste e Jesse Para Sempre conta a história de um casal que parecia perfeito, mas que após os breves momentos iniciais do filme, veremos que estão a passar por um divórcio bastante pacífico e demasiado civilizado para o bem deles.

De um lado temos Celeste, uma rapariga bastante trabalhadora, divertida e preocupada em levar a sua vida a algum lado. Do outro temos Jesse, um artista preguiçoso que ainda está a tentar fazer com que a sua arte tenham algum tipo de sucesso, mas que se preocupa mais com a felicidade que a vida lhe pode dar.


Entretanto, os dois tentam sair com outras pessoas, o que inicialmente parece peculiar tendo em conta que são melhores amigos, Porém, Jesse descobre que engravidou uma rapariga com quem esteve três meses antes, o que o obriga a mudar de rumo.

O facto de ambos os actores terem alguma experiência no género da comédia, facilita bastante a química entre os dois, com alguns bons momentos que fazem rir o espectador casual. Para contribuir ainda mais para o humor do filme temos Elijah Wood como o melhor amigo homossexual, brincando um pouco (de forma civilizada) com os estereótipos.

No fundo, o filme é bastante humilde e modesto e aproveita-se muito bem dessa posição, com um argumento bem escrito e uma dupla que faz com que Celeste e Jesse Para Sempre seja o filme que The Break-Up - Separados de Fresco deveria ter sido.

Nota Final: 3.5/5


Originalmente publicado em C7nema.net a 19 de Abril de 2013

19 de abril de 2013

Dead Man Down | Dead Man Down - Um Homem a Abater (2013)


Dead Man Down - Um Homem a Abater parece estar rotulado como mais um filme que deveria ter sido lançado logo para DVD, mas que por baixo desta capa esconde uma química razoável.

O filme conta a história de Victor (Colin Farrell), um homem que está infiltrado num gangue de Nova Iorque e que acaba por revelar que o seu motivo é simples: Vingança. Entretanto conhece Beatrice (Noomi Rapace), uma vizinha simpática e vulnerável que também tem sede de vingança pelo acidente que sofreu e que a desfigurou. Assim, acompanhamos com algum mistério os verdadeiros métodos que ambas personagens irão usar para se vingar daqueles que lhes fizeram mal, mas a química romântica entre Victor e Beatrice só prova que no amor e na guerra vale tudo.


A acção consegue ter um bom passo mas algumas vezes fica sem efeito pois trava quando menos esperamos. No que diz respeito às personagens, estas são apresentadas como seres humanos verdadeiros, por vezes com alguma consciência, mas por mais estranho que pareça, uma inexistente moral para chegar ao fim dos seus objectivos, deixando o espectador questionar-se se de facto vale ou não a pena relacionarmos com estas pessoas.

Contudo, o mais estranho desta obra é a realização de Niels Arden Oplev (responsável pela versão sueca de Os Homens Que Odeiam as Mulheres). Quando quer mostrar a cidade de Nova Iorque, fá-lo sempre num tom escuro, melancólico e bastante miserável (muito como Pierre Morel trabalhou Taken). No fundo, temos um cineasta com uma mentalidade de cinema europeu a realizar um filme mais hollywoodesco, mas sente-se que existe ali algum tipo de esforço que parece, contudo, ser em demasia.

Na essência, este não é um filme propriamente original, nem nos apresenta nada de novo, mas demonstra uma abordagem interessante para percebermos até que ponto podemos agarrar numa história já reciclada e, com as alterações certas, fazer uma fita razoável.

Nota Final: 2.5/5


Originalmente publicado em C7nema.net a 19 de Abril de 2013

11 de abril de 2013

Scary Movie 5 | Scary Movie 5 - Um Mítico Susto de Filme (2013)


Quinto capítulo de uma saga que nunca ouviu a expressão "deixa estar quem está sossegado". Na verdade, Scary Movie 5 só mostra como é que se pode fazer um filme que tenta e falha miseravelmente em ter algum tipo de coesão, interesse e piada, com um argumento que parece que foi escrito numa tarde aborrecida.

As tais referências que fazem o filme são mal utilizadas, ao ponto da paródia por vezes querer parecer melhor que o filme original (como o caso de A Origem, Mamã e O Cisne Negro). As paródias desviam-se sempre pelo caminho das piadas fáceis e ridículas (que acabam por depois não ter piada nenhuma) e nem Ashley Tisdale consegue salvar o filme.


As presenças no ecrã de Charlie Sheen e Lindsay Lohan durante não mais que cinco minutos são o suficiente para nos apercebemos que ter comprado um bilhete para ir ver este filme pode muito bem ter sido a pior forma de gastar dinheiro. Gostava muito de dizer que havia algo de bom em Scary Movie 5, mas durante a sua curta duração não houve um único segundo que se aproveitasse.

Nota Final: 0/5


Originalmente publicado em C7nema.net a 11 de Abril de 2013

6 de abril de 2013

Gambit | Ladrões com Estilo (2012)

Remake de um filme de 1966 com o mestre Michael Caine, nesta versão com Colin Firth, Cameron Diaz e Alan Rickman, realizado por Michael Hoffman e escrita pelos irmãos Coen, seria de esperar que o filme conseguisse puxar os fãs da comédia para um festival de risos. Infelizmente, ao fim de hora e meia de filme os risos são de lamento por não ser a comédia moderna que deveria.

Ladrões com Estilo conta a história de Harry Deane (Firth), um curador de arte que decide vingar-se contra o seu patrão irritante (Rickman) e engenha um plano genial para o fazer comprar uma pintura falsa de Monet. Mas todos os planos precisam duma bela rapariga e terá que ser com a ajuda da cowgirl PJ Puznowski (Diaz) que Deane terá que contar para triunfar.

O grande problema do filme é que, apesar de ter os elementos chave das obras dos Coen, simplesmente não transmite aquilo que deveria – os mesmos elementos que fazem com que eles sejam um duo de realizadores geniais. Mas aqui há falta deles.


A começar com o sotaque texano ridículo de Cameron Diaz e com a personagem desastrada de Colin Firth, que tenta (e falha) em fazer com que o espectador tenha algum tipo de relação com o seu curador mal tratado pelo chefe. O argumento básico e sem grande piada é mais um dos graves problemas do filme.

Entretanto há algo positivo: os asiáticos. Eles formam uma excepção realmente genial, protagonizando os únicos momentos verdadeiramente cómicos. Mereciam mais tempo de antena.

No todo, é uma má tentativa de modernizar um clássico.

Nota Final: 1/5


Originalmente publicado em C7nema.net a 6 de Abril de 2013

3 de janeiro de 2013

Alex Cross | Eu, Alex Cross (2012)


Para quem conhece Rob Coen, sabe que o realizador de blockbusters do virar do milénio Velocidade Furiosa e xXx - Missão Radical está mais que familiarizado com filmes de acção de alto risco. Coen regressa agora com uma adaptação dum dos best-sellers do autor James Patterson, Eu, Alex Cross.

A personagem de Alex Cross é igualmente uma espécie de Jack Ryan, já que Morgan Freeman também o protagonizou em A Conspiração da Aranha e Beijos Que Matam, este último ao lado de Ashley Judd e agora cabe a Tyler Perry encarar o icónico detective.

Neste novo filme, Cross vê um dos seus membros de família morto por um assassino que se dá pelo nome Picasso (Matthew Fox), onde é forçado a recorrer a medidas extremas para o apanhar.

Na verdade é que o filme não ultrapassa nada que não tenhamos visto recentemente, não surpreendendo de forma nenhuma o espectador. Cumprindo todas as regras dum blockbuster tradicional, o mesmo fá-lo por vezes com algum estilo, mas não suficiente para justificar muitas das coisas. A acção é rápida e por vezes inteligente, contendo-se em jogar pelo seguro quase sempre, comprimindo as centenas de páginas num filme de pouco mais de hora e meia.


Tyler Perry, embora tenha uma actuação medíocre no filme, vai conseguindo dar o seu ar de durão intelectual que a personagem realmente é nos livros, mas falha nas restantes emoções, não sendo nenhum Liam Nesson em Busca Implacável.

Do outro lado, Matthew Fox, mostra aqui a sua faceta mais psicopata como o antagonista da história, mas fá-lo de forma inconsistente, deixando para trás qualquer hipótese de ser um adversário ao nível de Cross.

Eu, Alex Cross tem mais momentos maus que bons, não conseguindo ser o Cross que tanto se ansiava ver no grande ecrã.

Nota Final: 2/5


Originalmente publicado em Coisas da Interwebs a 3 de Janeiro de 2013